AÇÕES POLICIAIS – Casal é executado após ser levado de apartamento no conjunto habitacional ‘Minha Casa, Minha Vida’ em Cabo Frio

Vítimas foram espancadas e levadas para uma mata. Filho de 7 anos foi deixado sozinho. Corpos foram encontrados a aproximadamente 800 metros de casa na Região dos Lagos do Rio.

 

O casal sequestrado na frente do filho de 7 anos foi encontrado morto na noite desta quinta-feira (13) em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio. De acordo com o delegado da 126ª Delegacia de Polícia, Sérgio Caldas, o caso se trata de uma execução.

Policiamento no conjunto habitacional foi reforçado em Cabo Frio, no RJ — Foto: Polícia Militar/ Divulgação

As vítimas estavam desaparecidas desde terça-feira (11), quando foram espancadas e levadas do apartamento onde moravam, no conjunto habitacional do programa “Minha Casa, Minha Vida”, no bairro Jardim Esperança.

De acordo com a Polícia Civil, os corpos foram encontrados em uma área de mata a aproximadamente 800 metros de casa.

Os corpos de Débora Alves e Francisco José tinham marcas de tiros e estavam em estado de decomposição. De acordo com a Polícia, Francisco estava com as mãos para trás e amarradas.

Os corpos das vítimas foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Macaé.

Nesta quinta-feira (13), uma força-tarefa havia sido montada para tentar encontrar as vítimas. A operação contou com policiais civis e militares, agentes do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), que utilizaram drones e mateiros, além de agentes da Guarda Municipal Ambiental.

A Polícia Civil está investigando se o caso tem ligação com a disputa entre facções criminosas. De acordo com o delegado Sérgio Caldas, as investigações apontam que o casal havia se mudado de uma comunidade dominada por uma determina facção para o condomínio comandada por uma outra.

“Existe, lamentavelmente, essa guerra de facções, alguns inocentes acabam sofrendo consequências disso. Mas, não há nenhum indício de que eles tenham envolvimento com o crime organizado, apenas essa lamentável questão de disputa de facções”, disse o delegado.

O policiamento no conjunto habitacional “Minha Casa, Minha Vida” está reforçado desde do ano passado, após diversos casos de violência. De acordo com o subcomandante do 25º Batalhão da Polícia Militar, Major Leonardo Oliveira, a polícia faz o trabalho dela, mas as ações são dificultadas porque o local é aberto.

“A gente faz a ostensiva e preservação da ordem pública, só que ali é um condômino aberto e, infelizmente, qualquer pessoa entra e sai, pode fazer alguma coisa e dificilmente pode ser avistada fazendo. Por isso que a gente mantém o policiamento, a gente reforçou o policiamento”, disse Leonardo.

Segundo o Major, o número de homicídios na região diminuiu desde o reforço e da criação da nova sede da 1ª Cia de Cabo Frio na quarta-feira (10). Agora, há uma companhia mais estruturada para o bairro Jardim Esperança e mais próximo do condomínio

“Os policiais estão fazendo o patrulhamento, mas não depende só da Polícia Militar, existem outros órgãos públicos que podem contribuir para a melhoria daquele ambiente”, disse Leonardo.

Em novembro de 2019, o ex-locutor de uma rádio em Cabo Frio foi morto com pelo menos três tiros no mesmo conjunto habitacional.

Em agosto, moradores denunciaram invasões no condomínio para morar ilegalmente. Segundo os moradores, os invasores tinham envolvimento com o tráfico de drogas e deixavam a população com medo de circular na região. A polícia chegou a montar um esquema especial para garantir a segurança dos moradores.

Em setembro, um segurança do conjunto habitacional foi baleado e socorrido para o hospital mas não resistiu aos ferimentos.

Em outubro, um homem foi morto a tiros dentro de um apartamento. De acordo com a Polícia Militar, a vítima era de Campos, no Norte Fluminense, e estava passando o fim de semana com a esposa em Cabo Frio.

Ainda segundo os policiais, três pessoas entraram no apartamento e atiraram contra ele. A polícia informou que a vítima tinha passagens criminais por tráfico, associação ao tráfico e uso de drogas.

 

 

Fonte G1/Inter TV