COISAS DA GABY – O mito das sereias

Por Gabrielly Costa

 

Pergunta rápida: de todos os mitos que você conhece, qual é o seu favorito? O meu é o da sereia e, provavelmente, aquele filme da Disney de 1989 tenha um pouco de culpa no cartório. Os seres, metade humano metade peixe, atraem a curiosidade de muita gente ao redor do mundo. Basta jogar alguns termos específicos na internet para encontrar documentários, filmes, vídeos e livros produzidos sobre o tema (alguns até defendendo a existência real desses seres).

Nos últimos anos, temos visto criaturas místicas dominarem quase todas as formas de entretenimento: vampiros, bruxas, lobisomens e zumbis estão presentes no cinema, na TV e nas livrarias. Se você ainda não assistiu uma série de TV ou filme que trazia como protagonista pelo menos um desses seres sobrenaturais, alguém perto de você já o fez. E agora, finalmente, chegou a hora de virar os holofotes para o misterioso mito das sereias.

Foto: Divulgação/Canal Sony

Recentemente, o Canal Sony estreou a série americana “Siren”, que nos apresenta a fictícia Bristol Cove, uma cidade costeira conhecida como o lar das sereias. Para alguns moradores da cidade, as criaturas não passam de um folclore para atrair turistas que movimentem o local. No entanto, a chegada de uma garota misteriosa prova que há muito mais verdade na história do que os moradores de Bristol Cove estão dispostos a admitir.

Apesar de algumas atuações fracas e do roteiro com ritmo um pouco lento, a história cria uma mitologia mais adulta, crua e obscura que te prende até o fim da temporada, querendo entender e conhecer mais essas criaturas. As sereias de “Siren” são predadoras e não bobinhas apaixonadas por humanos (sem ofensa, Ariel), o que justifica a transição da história pelos gêneros fantasia, drama, mistério e suspense.

“Siren” não é apenas uma história de amor, embora flerte bastante com o tema. A primeira temporada do seriado, que conta com 10 episódios, se divide em dois momentos: a busca por uma irmã desaparecida e a sobrevivência de uma espécie. Como grande parte das séries estreantes, “Siren” tem as suas fragilidades, mas nada que impeça o telespectador de analisar um diálogo mitológico um pouco inexplorado.