JUVENTUDE ALDEENSE COM WAGNER MUNIZ – Copa do Mundo ou “Pão e Circo”?

Pátria amada, Brasil!

Por Wagner Muniz

A Copa do Mundo é um dos eventos futebolístico mais aguardado e assistido no mundo, e os brasileiros estavam enlouquecidamente esperando pela sua cerimônia de abertura. Através da internet, redes sociais, plataformas midiáticas e principalmente no Twitter, presenciamos a grande circulação e viralização de vários “memes” fazendo referências à Copa. Lembrando que, a última fora realizada aqui no Brasil, no município de São Paulo, o mais populoso do país, com cerca de aproximadamente 13 milhões de habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em virtude da Copa do Mundo de 2018 que começou nesta quinta-feira (14/06), a internet já se encontra à beira de um colapso naquela eterna rixa do “é gol” x “é pão e circo”. A Seleção Brasileira é mundialmente conhecida, seja do Pelé até o jovem Neymar. Inclusive, faço questão de ressaltar a futebolista brasileira Marta, que atua como atacante e atualmente, joga pelo Orlando Pride, dos Estados Unidos.


O Brasil é considerado o país do futebol, tendo-o como um grande instrumento de manifestação da cultura nacional, mas para alcançar este “status” diversos fatores cooperaram tais como a política e imprensa brasileira. Esses fatores são responsáveis pela elevação do nível de importância que hoje adquirimos à nossa cultura.

Bem, mas você sabe o que é a política pão e circo? Era utilizada no antigo Império Romano. Seu principal objetivo era evitar que a população participasse ativamente das decisões políticas e reivindicasse mais direitos e menos injustiças, e para isso os líderes mantinham as classes mais humildes “anestesiadas” com assuntos fúteis e superficiais, enquanto tomavam as decisões que lhe pareciam mais convenientes. Pão e circo era uma forma de desviar a atenção do que realmente tinha influência sobre as condições de vida do povo, para festejos vazios e sem razão de ser, regados à comida “de graça” e uma falsa ilusão de felicidade.


Chamar de alienação uma paixão de milhares é esquecer do que o Brasil é feito. “A concepção da cultura brasileira passa pelo futebol, tanto quanto passa pelo samba, pelo Carnaval. Negar isso, é negar uma parte do que é ser brasileiro”, acredita o mestrando em Sociologia, pesquisador de torcidas organizadas Joaquim Sobreira Filho. “Reduzi-lo a uma mera ferramenta de alienação, além de incorreto, significa empobrecer a importância do futebol”, pontua Arthur Alves, doutor em sociologia e coordenador do Sociedade de Estudos em Esporte da Universidade Federal do Ceará (UFC).

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