JUVENTUDE ALDEENSE COM WAGNER MUNIZ – Fake News: Cuidado!

Por Wagner Muniz

“Fake News”. Essa foi a palavra do ano de 2017, eleita pelo dicionário britânico Collins, um dos mais importantes e respeitados do mundo. De acordo com os organizadores do dicionário, o uso do termo “fake news” cresceu 365% apenas no último ano, resultado do tanto de mentiras disseminadas pelas mídias sociais.

Em tradução literal, a expressão significa “notícia falsa”. Ela se refere a reportagens mentirosas criadas com exclusiva intenção de prejudicar uma pessoa ou uma instituição. Geralmente, essas pseudonotícias são espalhadas via redes sociais e as pessoas compartilham sem nem sequer ler ou checar se a informação é verdadeira. Esses atos causam sérios prejuízos, muitas vezes irreparáveis, tanto para pessoas físicas ou jurídicas, as quais não têm garantido o direito de defesa sobre os fatos falsamente divulgados.

Embora o termo tenha ganhado destaque em 2017, o hábito de criar notícias falsas e sensacionalistas é antigo. Muitas pessoas – e mesmo veículos de comunicação consolidados – costumam atacar aqueles que os contrariam. Foi o que aconteceu, por exemplo, em 1992, quando o bispo Edir Macedo, fundador e líder da Universal, foi caluniado de tal maneira que a Justiça chegou a prendê-lo, por pressão dos caluniadores. O bispo era acusado via fake news por charlatanismo, curandeirismo e estelionato. Acusações tão infundadas que 11 dias depois foi solto e logo inocentado na Justiça.

Lembrando que, o indivíduo que divulga uma notícia falsa sobre alguém comete o crime de difamação, conforme estabelecido no art. 139, do Código Penal: “Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa”. E quando há interesses públicos em jogo, a punição deve ser “agravada” porque o prejuízo passa a ser também de toda a sociedade.

Outra questão é que devemos parar e analisar tal contexto impregnado na seguinte frase dita por Monteiro Lobato: “Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê”, no contexto de interpretação, podemos perceber claramente que a importância da leitura e interpretação é imprescindível. Agora, vejamos que, a questão de interpretação de texto e suas generalizações deveriam ser temáticas de maior atenção, devido a sua relevância. Talvez, o problema não seja somente as notícias falsas, que diariamente são compartilhadas em mídias sociais, possa ser que o problema seja o sujeito, que ao invés de ler e buscar averiguar tal fato prefere partilhá-lo com os demais amigos e colegas, sem ao menos ter a ciência de que o mesmo é verídico e possui coerência.

Em tempos como este, e principalmente na internet, onde muitos partem do pressuposto de verdades absolutas, as pessoas utilizam-se de ideologias para propagar o ódio (principalmente na política), cabe a cada um de nós sermos pessoas verdadeiras e não ficarmos espalhando notícias falsas através de falácias, mídias sociais e argumentos que não possuem fundamentos.


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