JUVENTUDE ALDEENSE COM WAGNER MUNIZ – Vamos falar sobre o voto consciente?

Wagner de Souza Muniz
Graduando em Direito
Universidade Estácio de Sá

O direito ao voto é uma conquista do Estado Democrático de Direito. Positivado em nossa Constituição Cidadã de 1988, onde, anteriormente, as minorias sociais não tinham acesso à informação, quiçá acesso às garantias fundamentais, o exercício dos direitos de cidadania e o sufrágio universal; o direito de votar e ser votado. Mulheres, jovens, analfabetos, povos humildes, deficientes e o povo negro não tinham o direito a participação sócio-política.

Na história do Brasil, a título de exemplo, passamos por diversos movimentos políticos, tais como o Brasil Império, o Coronelismo e a Política do Café com Leite, que culminaram a Revolução de 1930 e as revoltas sociais. Podemos mencionar um grande fato (triste) histórico; o Regime Ditatorial, que após tanta dor e sofrimento, vivenciamos hoje, a era das garantias fundamentais, caracterizado por conta do seu garantismo social, que abraça todos os diplomas processuais brasileiro, em suma, a referida Carta Magna, que assegura que todos somos iguais perante a lei, algo que antigamente era considerado utopia.

A sociedade evolui de acordo com o seu povo, logo, quando o povo é retrógado, assim, reflete a sociabilidade do homem. “O novo sempre vem”, já dizia Elis. Muitas das vezes, a sociedade é obrigada a evoluir, seja por motivos lógico/consciente ou por motivos tristes (como vemos até os dias de hoje). Ulysses Guimarães e Leonel Brizola são dois grandes nomes que norteiam a trajetória do protagonismo juvenil em busca do direito à voz e o exercício da cidadania ativa de adolescentes e jovens brasileiros ao longo da história. Não é necessário buscarmos tão distante, basta nos remetermos à própria história do país: as revoltas estudantis/juvenis/políticas motivadas em prol da requisição da liberdade de expressão e a participação popular durante os anos de chumbo, época na qual as Forças Armadas deram um golpe de estado, assumiram o poder e instalaram o Regime Militar em 64, onde pessoas eram silenciadas, reprimidas e mortas, por não concordarem com o governo militar.

O fato é que, muitos tiveram as suas vidas ceifadas para que hoje tivéssemos segurança política, jurídica e constitucional para expressarmos livremente as nossas orientações ideológicas e partidárias. Por isso, faça jus ao seu voto e saiba que o poder emana do povo, não deixe que essas mortes tenham sido em vão. A Lei Maior reconhece ao jovem, a partir dos 16 anos de idade, o direito ao voto, algo que há alguns anos, se quer era permitido ou considerado como pauta. O voto é importante, ser participativo faz toda a diferença em um estado democrático. Através de nossas insatisfações nas urnas e espaços de debate que mostramos que politicamente estamos maduros para falarmos de pautas pertinentes ao nosso progresso como sociedade, escolhendo quem realmente possui compromisso social com as pessoas, comunidade e bem estar social de todos, sem distinção de cor, classe, orientação, credo ou religião.

Votar, todos votam. Contudo, o que faz a diferença é o voto consciente. Sabemos que ele é individual, mas as suas consequências são coletivas. Sendo assim, antes de exercer o seu direito político, pesquise a respeito do cidadão que você irá votar, afinal, damos a ele poder para nos representar durante a legislatura de quatro anos (no caso do Vereador). Seu voto é importante e valioso para a construção de um município inclusivo, plural e que proporcione uma melhor vivência de seus respectivos moradores. Não venda o seu voto, pois, é você quem irá depender da utilização dos serviços públicos e gratuitos a serem prestados pelo munícipe, que neste caso, se estiverem corrompidos, serão prestados da pior forma possível.

Se um candidato sem escrúpulos que compra votos e é envolvido com escândalos de corrupção, possuir denúncias comprovadas ou ter histórico de inelegibilidade ocupar um espaço público de poder, como prefeito ou vereador, você acha que realmente a sua gestão será visando o bem comum ou causa própria? Não responda para mim, responda para si mesmo e no dia 15 de Novembro nas urnas de seu respectivo município de votação. A diferença começa com você, através do seu voto consciente. Use esse poder e faça uma boa escolha. Não seja mesquinho, pense na coletividade, vote consciente.

CONTEÚDO DA 2 ª EDIÇÃO DA REVISTA DIGITAL ALDEIA DIGITAL

Aldeia Magazine, edição 02, 1ª quinzena de outubro 2020

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