O amor

REVISTA ALDEIA MAGAZINE

Entre sombras e escombros um antídoto para o caos em nossas vidas

Por Silvilene Gomes / Edição 08

Qual é o sentimento que está no centro do seu marcador no tempo?
O amor é um sentimento primevo que uma geração inteira deveria ansiar em multiplicar. Assim como o ar, o amor se torna uma condição “sine qua non”, uma cláusula no contrato da vida.

Em tempos fatídicos de muita fragilidade e de perdas mundialmente incomensuráveis como vivemos os dias de hoje, onde percorremos caminhos tortuosos, de sombras, de escuridão, de solidão, de depressão e enclausuramento, descobrimos a necessidade da preservação da espécie humana.

Descobrimos também que precisamos nos ajudar a nos relacionar ao tempo em que vivemos e a refletir sobre quem somos dentro desse caos.
Em uma era de mudanças imediatistas sem precedentes e de polarização da política, onde a angústia e o medo em relação a incapacidade de prever o futuro só faz crescer, urgem atitudes francas e revigorantes sobre o valor da responsabilidade individual e do amor para que ecoem em todos os cantos do mundo, tocando tudo e todos como uma grande explosão.

Iniciamos nossa jornada com o amor de Deus e o amor de nossa mãe que nos deram a vida, com fronteiras inimagináveis, com divisas infinitas, desde as mais profundas entranhas até o infinito. Nessa viagem tentei medir esse tal do amor mas descobri que sua extensão é o mundo inteiro e tem o tamanho da eternidade, mas que cabe em nossos corações.

Descobri que independente do momento de nossa vida o outro é o auge dos nossos sentimentos e a felicidade de ter e dar amor verdadeiramente nos completa. Dividindo tristezas ou alegrias, lágrimas ou sorrisos, revelações ou segredos, momentos imperfeitos ou perfeitos, sem medo do hoje ou do amanhã, sem importar que amor seja esse, ou para quem seja, apenas amor! Cuidar e principalmente cuidar com amor, em todos os sentidos, tornou-se o gesto primordial.

Logo sugiro uma pequena pausa. Pausa para o cuidar. Pausa para o cuidar com amor. Pausa para o amor.
Aproveitem que o relógio parou, o sofrimento cessou e neste pequeno intervalo de tempo, entre essa leitura e o seu pensamento, vocês, queridos leitores, são convidados a adentrarem na mitologia grega através da página dessa revista tão instigante.

E assim como as moiras ou parcas ofereço uma grandiosa ferramenta o “grande fiar”, isto é, a chamada “roda da fortuna”, para que possam “instrumentalizar a vida”, que na urgência das mudanças imprevistas sempre girava dando um resultado inesperado, mas aqui com a possiblidade dessa pausa, não ficaremos confusos ou perdidos, pois teremos a certeza de que poderemos tecer, fio a fio, com as experiências vividas e com muita sabedoria embaladas no ritmo frequente e pulsante de nossos corações, pois a vida é um processo artesanal e só depende de nós descobrir como iremos conduzi-la.

Mais amor. Mais sabor. Mais vida.
E esperança…

Esperança sempre, pois o relógio voltou a funcionar e a próxima página ainda não foi escrita e se chama: amanhã.

Silvilene Gomes

Colunista da Revista Aldeia Magazine

Formada em Letras (USU-RJ) e Comunicação Social com habilitação em Jornalismo (Facha-RJ), mora em São Pedro da Aldeia – RJ e acredita que o mundo tem jeito com muita poesia. É taurina, apreciadora de artes, mãe de Eloise Gomes e deixa claro que sua preferência é ler livros em papel.


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