Wagner Muniz entrevista a cantora Roberta Campos

A música é uma das grandes formas de expressarmos as nossas opiniões, vivências e decepções em forma de arte e poesia, podemos falar a respeito de problemas sociais, motivar pessoas, falar de sonhos, narrar o amor e contar outras histórias que um dia nos partiu o coração ou nos fez felizes. Por isso, convidei a cantora Roberta Campos, para falarmos a respeito da música, sua carreira e o reflexo na vida dos jovens que estão começando no ramo.

De acordo com Roberta Campos: “A música é relevante para a comunidade porque ela desenvolve a mente humana, trabalha o lado esquerdo do cérebro, promove equilíbrio, desenvolve raciocínio e nos traz um bem estar enorme! Além disso, a cultura promove a criação de melhores perspectivas de vida, como foi no meu caso. Eu pude sair de uma situação econômica e cultural ruim por causa da música, pela música. Mais do que isso: eu pude ter perspectiva de melhorar, de sair dali. Sem a música talvez eu ainda estivesse lutando para encontrar um caminho que me tirasse da escassez de futuro”, destacou.

Durante a pandemia, os músicos também tiveram que reinventar as formas de levarem conteúdo musical para o seu público, tivemos diversas lives, performances e apresentações diretamente do sofá de casa ou do quintal, onde a internet foi uma grande aliada. “Fiz muitas coisas! LIVES, cantei na janela, fiz o “correio da Robertinha” para que as pessoas se abraçassem através das minhas músicas e matassem um pouco da saudade imposta pelo isolamento, fiz o “Qual é a música?”, cantando pequenos trechos de canções escolhidas pelos meus seguidores e assim criando mais e mais interações com meu público! (…) Foram muitas entrevistas online, gravadas, por telefone, pelo Skype e etc. Trabalhamos muito por aqui! Espero um 2021 melhor para todos e que possamos colocar tudo em prática, tem muita coisa por vir!”, enfatizou Campos.

Uma coisa positiva na qual podemos destacar é que, neste período, houve jovens produzindo e correndo atrás de seu espaço, vi amigos, seguidores e colegas ingressando no ramo das artes e outros desengavetando os seus sonhos na carreira da indústria musical e produzindo novos hits nas redes sociais, rádio, plataformas de streaming e paradas musicais. Roberta é uma das grandes vozes do cenário musical brasileiro, suas letras e refrões quotidianamente são usadas em fotos, textos e publicações entre os jovens, digamos que, Roberta Campos é a nossa Clarice Lispector da música.

Roberta Campos é conterrânea da então cantora Clara Nunes (Caetanópolis, Minas Gerais – BH), considerada uma das maiores e melhores intérpretes do país. Quando indagada a respeito da influência musical em sua vida, a cantora diz: “(…) venho de uma cidade e uma família muito humildes! A música me abriu um mundo, me deu perspectiva de vida, me deu cultura, uma vida mais tranquila e hoje sei que ela me dá o mundo! Minha decisão de ingressar na música foi querer um mundo melhor, foi isso o que me influenciou”, a artista acrescenta destacando a música como “uma arte de fácil consumo, direta, forte e necessária”. Em suma, uma forma de liberdade de expressão que se faz necessária no Estado Democrático de Direito, “(…) nela você fala o que você quiser, você vai aonde você quiser! Cria um mundo sem fronteiras e sem limites!”, disse a intérprete do hit “Abrigo”.

Em 11 de Dezembro do corrente ano, Roberta Campos nos presenteou com o seu novo EP “Só Conheço o Mar”, contendo 5 músicas inéditas e autorais (Cada Acorde é Seu, Meu Amor é Seu, Sentinela, Me Leve para Voar e Tudo Vai Ficar Bem), dentro 15 minutos e alguns segundos, você escuta todo o EP, que por sinal, encontra-se disponível em todas as plataformas digitais. Cada verso e cada estrofe foi feito com o coração, as letras da intérprete de “Minha Felicidade” trazem histórias consigo, algo que, é impossível não nos emocionar, “também acrescentei músicas a um álbum que gravei e deixo guardado para lançar em um momento mais tranquilo do mundo!”, disse.

Apaixonada por música desde criança por conta da influência de seu tio, Roberta ressalta que, aos cinco anos de idade, ao vê-lo tocar e cantar despertou na sua pessoa o interesse musical e decidiu que, a partir deste episódio queria se aventurar no caminho da música. Através de sua fala, podemos ver que o seu primeiro amor não era uma pessoa, e sim; a música e o violão. O que se tornou marca registrada da cantora, enfatiza: “Sempre fui apaixonada por música! Quando eu tinha uns 5 anos de idade, vi meu tio tocar violão e cantar! Aquilo mexeu comigo e depois desse episódio, tudo que eu mais queria era tocar violão também!”, relatou.

Nas palavras de Roberta Campos: “A Música Popular Brasileira (MPB) é muito rica! Traduz nossas diversas culturas, contas nossa história, conta histórias do mundo! É uma das maiores formas de preservar e difundir a nossa cultura!”, o cenário musical do Brasil é rico, reflete nosso povo e a sua identidade cultural. Grandes nomes como Paulinho Nogueira, Milton Nascimento, Beto Guedes, 14 Bis, Djavan, Marisa Monte, Roberto Carlos, Elis Regina, Kid Abelha, Paralamas do Sucesso… são inspirações para muitos cantores e compositores brasileiros, inclusive, esses nomes foram algumas das inspirações para a própria Roberta. Segundo a cantora, os Beatles e Joni Mitchell também.

A autora da canção “De Janeiro a Janeiro” encerra a nossa entrevista deixando uma grande dica para a juventude que almeja ingressar na carreira musical, “Eu acho maravilhoso (jovens ingressando na música)! A música é um refúgio, e uma arte maravilhosa que nos conecta com algo muito maior e nos dá uma visão mais bonita da nossa vida! O conselho que dou, é que estudem muito, tenham muito foco no que se propõem a fazer! Qualquer área que a gente escolha, exige muita dedicação, esforço, trabalho e amor!”, finalizou.

ENTREVISTA

O que te influenciou ingressar na música? Quais as suas maiores referências?

Sempre fui apaixonada por música! Quando eu tinha uns 5 anos de idade, vi meu tio tocar violão e cantar! Aquilo mexeu comigo e depois desse episódio, tudo que eu mais queria era tocar violão também! Venho de uma cidade e uma família muito humildes! A música me abriu um mundo, me deu perspectiva de vida, me deu cultura, uma vida mais tranquila e hoje sei que ela me dá o mundo! Minha decisão de ingressar na música foi querer um mundo melhor, foi isso o que me influenciou. Eu queria morar dentro das canções que eu gostava, foi a forma que encontrei de fazer isso! Ouvi muito Paulinho Nogueira, Milton Nascimento, Beto Guedes, 14 Bis, Djavan, Marisa Monte, Beatles, Roberto Carlos, Elis Regina, Joni Mitchell, Kid Abelha, Paralamas do Sucesso.

O quão importante é a música e arte para a sociedade?

A arte é muito importante para a humanidade e a música, na minha opinião, é uma arte de fácil consumo, direta, forte e necessária! A música é relevante para a comunidade porque ela desenvolve a mente humana, trabalha o lado esquerdo do cérebro, promove equilíbrio, desenvolve raciocínio e nos traz um bem estar enorme! Além disso, a cultura promove a criação de melhores perspectivas de vida, como foi no meu caso. Eu pude sair de uma situação econômica e cultural ruim por causa da música, pela música. Mais do que isso: eu pude ter perspectiva de melhorar, de sair dali. Sem a música talvez eu ainda estivesse lutando pra encontrar um caminho que me tirasse da escassez de futuro.

Como estão os seus projetos e carreira durante a pandemia?

Fiz muitas coisas! LIVES, cantei na janela, fiz o “correio da Robertinha” para que as pessoas se abraçassem através das minhas músicas e matassem um pouco da saudade imposta pelo isolamento, fiz o “Qual e a música?”, cantando pequenos trechos de canções escolhidas pelos meus seguidores e assim criando mais e mais interações com meu público! Compus muito! Criei um EP que gravei e lanço dia 11/12! Também acrescentei músicas a um álbum que gravei e deixo guardado para lançar em um momento mais tranquilo do mundo! Foram muitas entrevistas online, gravadas, por telefone, pelo Skype e etc.
Trabalhamos muito por aqui! Espero um 2021 melhor para todos e que possamos colocar tudo em prática, tem muita coisa por vir!

O que acha de jovens iniciando na música? Qual conselho você daria?

Eu acho maravilhoso! A música é um refúgio, e uma arte maravilhosa que nos conecta com algo muito maior e nos dá uma visão mais bonita da nossa vida! O conselho que dou, é que estudem muito, tenham muito foco no que se propõem a fazer! Qualquer área que a gente escolha, exige muita dedicação, esforço, trabalho e amor!

A música é uma forma de liberdade de expressão?

Sim! E nela você fala o que você quiser, você vai aonde você quiser! Cria um mundo sem fronteiras e sem limites!”

Como você pontua a Música Popular Brasileira (MPB) e sua importância para o Brasil?

A Música Popular Brasileira (MPB) é muito rica! Traduz nossas diversas culturas, contas nossa história, conta histórias do mundo! É uma das maiores formas de preservar e difundir a nossa cultura!


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